quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

afinal, quem me traz?

era isto que queria poder dizer-te: sei que te magoei, estraguei o que tinhas dentro de ti, parti em pedaços sentimentos que jamais vão voltar ao que eram. sei que não fui uma boa pessoa, que menti, traí, errei e fiz asneira recorrente. multipliquei as desgraças por mil e que no fim não estava lá para te apoiar. mas tenho sentimentos e, poder admitir isto tudo significa que cresci, de uma maneira ou de outra. esses sentimentos passam-me pela garganta e queimam-me por não conseguir expressa-los e atira-los cá para fora. são esses mesmos sentimentos que me fazem acreditar que não presto e que saudades são só desgostos que tenho por não estares aqui. se pudesses sentir pelo menos um quarto daquilo que sinto por ti... toda a outra metade a minha garganta não me deixa soltar cá para fora. cobardia ou não, é deste jeito que sou. e agora?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

insónia de sexto sentido.

acordei por volta das cinco, das seis, das sete e assim sucessivamente até ter coragem para sair da cama. sonhei que era anjo, demónio, céu, terra, amor, ódio e assim sucessivamente até entender que afinal sou apenas eu. dei por mim virada para a esquerda, para a direita, para cima, para baixo e assim sucessivamente até perceber que afinal o que estava mal não era a posição, era a almofada. em tantas horas de insónias, de pensamentos mal formados e com sentidos invisíveis consegui aperceber-me de que afinal o que interessa não são as horas que dormimos, com quem dormimos ou o que fazemos para adormecermos, mas aquilo que nos passa pela cabeça enquanto estamos deitados. insónia é só um termo para: "fodasse! hoje tenho o cérebro a mil à hora, a minha cabeça não pára de latejar e por acréscimo os sentimentos são demasiados para me deixar descansar." e por isso hoje acordei por volta das cinco, das seis, das sete, das oito, das nove, das dez até ter a coragem suficiente para parar o cérebro e entrar num mundo de "deixa andar". sucessivamente parei os passos que me distanciam do sofá para não ter a possível tentação de me sentar e voltar a enterrar-me naquilo que com tanto sacrifico me livrei. foi por isso que hoje quando decidi sair da cama me dirigi à casa de banho. com sentido, sem sentido, mal formado, bem designado, seja como for, a sanita não é lugar agradável e levou-me os pensamentos com o autoclismo. com sentido, sem sentido, mal formado, bem designado, seja como for, é nisto que hoje estou a pensar.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

atmosfera do meu silêncio.

AAAHHHH! quero o meu cérebro vazio, limpo, feito de pensamentos não errados e não comuns. quero-me inteira! quero-me de volta. onde raio é que me meti? quero voltar porta dentro. como é que se chega a um ponto de desgaste e se volta ao ponto de retorno? como é que agimos de forma politicamente correta quando somos loucos por natureza? e porque razão existem perguntas sem resposta?! MERDA! onde é que eu me fui meter? devo estar enfiada em algum canto e não sei para onde hei-de virar. quero-me a mim, inteira, intacta, sem ferimentos cerebrais ou físicos. como é que me posso querer tanto que nem sequer me consigo encontrar? a suplicação é de certo modo a frustração daqueles que não conseguem alcançar o que querem, não te estou a suplicar, quero apenas o meu corpo de volta, porque eu não sei onde o meti.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

make belive.

decisões drásticas, trazem rumos descoordenados. quero multiplicar-me, fazer-me entender, evaporar-me, queimar-me de ideias, pentear-me de pensamentos, andar em cima de cérebros mal formados que não compreendem maneiras de pensar. quero afastar-me! são decisões com reticências e montes de pontos de interrogação que nos fazem ter a certeza de que afinal não éramos para sempre.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

próximo passo: ?

existem desesperos que vêm por bem. outros nem tanto. esquece os próximos passos a dar. estás em direcção ao abismo. precisas acordar. abrir os olhos. libertar a garganta. GRITA. próximo passo: ? com dúvida. sem dúvidas. confuso. difuso. mal escrito. mal formado. indeciso. ABISMO. histerismo. próximo passo... dizer ADEUS aos que não fazem falta.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

like a flower [without sun]

a insensibilidade é um facto. dói, magoa, arrasta sentimentos e fere o corpo. aquela sensação invisível de ardor constante que irrita não a pele mas o coração, traz a arrogância de uma sensação perdida. quantas vezes não me arranhei com medo de sentir a alma a latejar, quantas noites não abri os olhos com medo que a realidade fosse um sonho e o sonho fosse a realidade, quantas vezes não desejei eu despertar da vida real e embarcar no sonho que vive dentro do sonho e esquecer-me das palavras arrogantes que me atiraram à cara, quantas vezes não me interroguei sobre o passado que vive presente no meu presente e quantas linhas de amores-imperfeitos não escrevi com medo de nunca mais voltar a sentir-me viva... estou a desesperar com tanta sinceridade, com tão pouca amabilidade e com um amor que pensei nunca poder existir. se te quero amar? sim, muito. se preciso disso? não, nem pensar. se quero fazê-lo? mais que nunca. não me abandones ao vento, nem deixes as gotas de água passarem por mim, vão lavar-me o rosto, tratar-me as feridas e aí, já não precisarei mais de ti. amo-te, mas não te quero.

domingo, 14 de novembro de 2010

happiness is fucked up

hoje devia começar por ser feliz. pura felicidade trazida em copos de vidro, fumos ardentes e de chocolates derretidos. juntar a inocência da gula e tratar do corpo como se fosse o último dia que estivesse presente na terra. ser irracionalmente imoral e não querer saber do que vem a seguir. acreditar que a vida são dois dias, que o espaço é um tempo infinito e que ainda existem fantasmas debaixo da cama. apoderar-me do meu cérebro, torce-lo e espremer as más memórias. ter noção do perigo e mesmo assim pisar no risco. hoje devia mesmo ser feliz. atacar o silêncio quando fala, matar as saudades da infância e correr na rua descalça. apanhar chuva no cabelo e receber um arco-íris de cores incontroláveis. hoje devia gritar ao mundo que sou feliz. reunir todos os costumes que não tenho, acender velas, incenso e fumar um cigarro. devia beber champanhe, resumir histórias de amor, ler um bom livro e não ter medo de pisar vidro. hoje, apenas hoje, deveria conseguir ser feliz.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

peace.

it does not mean to be in a place where there is no noise. trouble or hard work. it means to be in the midst of those things and still be calm in your heart.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

feeling happy with smoke in the eyes.

Em cada palavra que me sai, mil entram. Em cada pensamento que se esgota, mil e um desaparecem. Em cada sentimento que surge, mil e dois fazem-me sorrir de nostalgia.
Não encontro adjectivos, provérbios, substantivos, análises adverbiais ou cábulas de profetas que me façam acreditar que os sentimentos que me passam pelo coração sejam derivados de palavras bonitas que alguém plantou no dicionário. Sejam eles feitos de pronomes sujeitos a abecedários mal desenhados ou a palestras de senhores com grandes nomes. Sentimentos vivem-se na paz de um quarto de tons brancos, de fumos que seguem o seu caminho, de melodias acústicas, de bolachas de chocolate e bolhas de sabão.
Somos mil milhões a sonhar com um coração cheio de sentimentos impossíveis… não existem bons amantes, príncipes de circo, trapezistas em palácios ou barbies em caixotes. Somos sentimentalistas forçados que não podem demonstrar o que sentem, por debaixo de uma camada de pele, existe um rio de veias que sonham em trespassar a barreira da afecção.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

the times are changing

queria escrever algo, mas nada me ocorre. a minha alma (agora falam tanto nisso) está vazia, não passa de um corredor de gavetas que nada possuem e de portas sem chave. "o meu cabelo é como a minha cabeça. não é uniforme" - que pensamento parvo margarida! a idiotice aborrece-me. tal como os soutiens. não consigo gostar de pepsi. irritam-me as pessoas sem espírito. odeio filas de espera. e principalmente escrever sobre o que escrevo. o comboio está parado, e não digo isto como uma metáfora, está realmente parado. cheio de pessoas que não falam português, de estrangeiros que vão até lisboa e de malas D&G. outros mundos! por falar em outros mundos, já repararam que todo a gente tem facebook!? quem não tem provavelmente será designado analfabeto. os tempos estão a mudar e as pessoas gostam de mudar com os tempos. ultimamente tenho reparado no quão estranhos são os humanos. esta é uma outra espécie que me aborrece. e o que começou por ser uma cabeça cheia de nada, acabou cheia de um texto cheio de merda. ai margarida, margarida!

sábado, 18 de setembro de 2010

I'm drowning

a partir de que idade começamos a guardar pensamentos só para nós? lembro-me quando espontaneamente soltava tudo o que pensava, a quem quer que fosse, onde quer que fosse, como fosse. hoje, já não é bem assim. as consequências que as minhas palavras poderão ter, fazem-me pensar no choque de relações que daí poderá advir. estrategicamente, nós humanos, formamos capas protectoras capazes de esconder defeitos, amarguras, grandes pensamentos e milhares de imaginações. porquê? por favor, que alguém me explique.
navegamos, flutuamos, amamos, brindamos, sorrimos, caímos, levantamos, falamos, espalhamos, mas jamais dizemos aquilo que guardamos mais no fundo de nós. onde está a credibilidade das palavras com as quais não se pode brincar? não é justo que no fundo todos tenhamos um pensamento retrógrado acerca de alguém, mas é assim que a nossa mente vive. ao longo dos anos apercebemo-nos de que as nossas frases são mais politicamente correctas, do que almamente bem dispostas...
tenho um quadro a rebentar de boas frases e nenhuma delas pode ser usada.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

people.

pessoas. estou farta de pessoas. das ambíguas, das politicamente correctas, das desnecessariamente individuais, das precariamente inseridas na sociedade, das mesquinhas, e de uma infinidade agressiva que se estende pelo mundo fora. estou empanturrada de assuntos desnecessários e de amizades que me fogem da mão. quanto mais tempo passa por mim, mais me convenço que de todas as pessoas que passam por nós, as únicas das quais podemos esperar algo sem dar retorno, é a nossa família. surpreendentemente, ela é a única que apoia cada decisão, que confia quando já for traída, que dá a mão nos bons e nos maus momentos, que ri, chora e grita, quando assim tem de ser. para além da minha família, existe o meu cão, o único animal do mundo capaz de me sorrir e ficar horas a ouvir-me enquanto falo desesperadamente da minha vida. e depois, existo eu, a única pessoa em quem posso confiar.

terça-feira, 27 de julho de 2010

take a ticket and you could see my soul.


Criei um livro de recortes, onde a mensagem principal era escrever-te e desenhar-te à medida dos meus olhos. O tempo passou, o livro ficou cheio de pó e quando me apercebi que ainda não era tarde demais para o retirar da gaveta, fi-lo com convicção e amor àquilo que tu és. Passei a imaginar-me mentalmente sentada numa toalha de praia, com um cigarro na mão e a caneta na outra enquanto o barulho do mar me ia envolvendo os ouvidos, dissipando sons alheios e distúrbios desnecessários. Passei a escrever com o coração deixando os burburinhos do cérebro de lado. Enquanto me ia envolvendo na montanha de palavras que começava a ser o meu livro de recortes apercebi-me que jamais te iria poder mostrar aquilo que tu significavas para mim. Testaste o meu coração, desafiaste a minha alma e deixaste os restos imundos para que eu me limpasse daquilo que tu tinhas sido responsável. Na altura não me importei, pensei que fosse apenas mais uma das tuas brincadeiras próprias da idade, mas quando a alma se deparou com a realidade o jogo passou a ser diferente daquele que até então tínhamos jogado. Na minha primeira tentativa de te mostrar aquilo que eu via, duvidaste que fosse para ti, tentei ser racional e ouvir aquilo que dizias, mas nada me fazia sentido. Retrai-me com medo de mais reprovações e assim voltei a guardar novamente aquilo que me unia a ti.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

meu doce :)

desde que somos crianças que procuramos quem se identifique connosco, crescemos com amizades sólidas e reabastecemos o depósito sempre que precisamos de emoção na relação. contigo, foi tudo diferente. enquanto todas as outras pessoas pareciam ter algo em comum, nós não tínhamos a ínfima informação que nos ligasse. contudo, por insistência e permanência de assuntos desiguais passei a amar-te. em dezoito anos, tu, foste a única pessoa que não me tentou mudar, que me quis como sou e que me protege enquanto as asneiras são cometidas. não preciso de falsos testemunhos ou de falsas aparências, tu deixas-me ser aquilo que sou. quando me apertas a mão e dizes: "por favor, não faças escândalos", eu pergunto-me se alguma vez serás espontâneo o suficiente para te levantares e dançares.
somos seres de mundos diferentes que se neutralizam juntos. jamais conseguirei viver separada de ti.
<3

sábado, 3 de julho de 2010

don't.

é só mais um cigarro. é apenas mais uma pausa. sou uma mera sombra.
"enquanto não sabemos o que escolher tudo nos parece possível", descobri ontem o tamanho da verdade que está impregnado nesta frase. enquanto não ponderamos todas as possibilidades existe sempre uma que poderia ter sido mais credível que outra. contudo, o ser humano não está preparado para assimilar todas as consequências e todos os factos que possam ser possíveis, e então age por impulso.

sábado, 26 de junho de 2010

onde começa afinal a racionalidade de um ser humano? onde se inicia o raciocínio de um assunto e onde termina o outro? estamos dentro de um casulo de bichos-da-seda que se movem e se metaforizam para mais tarde ganharem o protagonismo da borboleta. não entendo.
se a vida é efémera e os sentimentos também, para quê apressar esse mecanismo afastando as pessoas das quais gostamos? pergunto-me se seremos assim tão egoístas e egocêntricos ao ponto de preferirmos discutir a baixar as armas e pedir desculpa.
é por isso que hoje estou oficialmente humilde. não quero mais discutir ou zangar-me contigo, preciso do teu abraço e do teu conforto para que me sinta em casa e me sinta aconchegada dentro de um ninho. não estou disposta a mais palavras feitas pelo povo, nem a trocadilhos que magoam, preciso de ti, apenas isso. e enquanto o tempo passa e tu vais ficando irritado, eu estou seriamente preocupada com o teu coração. não te queria ferir, ou espetar algo que não pertence ao teu corpo, queria apenas fazer-me entender.
estou em permanente inquietação, quero agarrar-te e fazer-te sorrir, quero abraçar-te e encher-te de mimos, ser oficialmente efémera e com medo da vida.

domingo, 20 de junho de 2010

com ou sem...

como se explica que nos sentimos fora do contexto social e que precisamos estar sozinhos sem magoar quem quer que seja?
sinto o corpo a expelir a sujidade para fora, sinto os poros a respirar de alivio sempre que entro dentro de mim, e evaporo-me como água sempre que os meus pés tocam o chão e sentem a música a infiltrar-se nos ouvidos. quero aquele momento de êxtase em que a flor da idade rebenta e achamos que somos donos do mundo. quero deixar a melancolia, a agonia e a tristeza e superar-me de desafios e metas estabelecidas. mas... como explicamos a alguém que precisamos de estar sozinhos? sinto-me como se existisse um ponto de viragem que não consigo alcançar e que me chama sempre que passo a linha. estou destinada a...

cry baby.

há dias que me sinto assim: despida, desprotegida do mundo, sem capa protectora e sem atmosfera carregada de oxigénio. é como se toda a população me conseguisse fazer claustrofóbica e eu perde-se o norte da bússola. a minha garganta forma um nó que não me deixa respirar, engolir, falar ou gritar, a minha garganta atraiçoa-me na hora em que preciso de pedir ajuda e os meus olhos soltam-se em lágrimas que se dissipam pelo rosto.
"já não há tempo para ser pessimista".

sexta-feira, 18 de junho de 2010

like a woman,

tenho saudades da vida, dos dias quentes, das paixão ardentes, dos dias excitantes e das manhãs intensas cheias de torradas e sumo de laranja. tenho a dilaceração no peito devido à nostalgia adquirida pelas emoções vividas, mas que não se repetem. hoje sinto-me: realmente com saudades de mim.

terça-feira, 15 de junho de 2010

HELP!!

que raio se passa? merda! isto nunca foi assim. vivi sempre com a paixão sobre mim mesma, com o egocentrismo agarrado a mim e o nervosismo de lado. segura do meu corpo, bem com a minha alma e despreocupada com os sentimentos alheios. que merda de coração é o teu que me agarrou a alma e me colocou o membro vital na boca com medo de te perder de vista? que bicho és tu que me matas de saudades e me deixas à deriva sempre que viras costas e segues a tua vida? que prazer retiras tu das despedidas dilacerantes que me rasgam a pele e me aniquilam por dentro? afinal que monstro se digna a dizer amo-te e a desperdiçar a vida em circunstâncias alheias?
não estou a ser coerente, pois não? a solidão deu cabo de mim e agora sou mais um ser humano destinado à auto-destruição. estou carente, frágil, apaixonada, a amar e a precisar de estar em contacto permanente com o ser que me roubou a vida mal preenchida. contudo, e de certo modo, o meu subconsciente continua a avisar-me para ter cuidado e manter uma barreira de segurança que apenas eu devo atravessar. que raio de sensação instável e deliciosa será esta?
estou a amar. certamente...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

tal como lenon e guevara.

deitei-me a imaginar-me numa ilha deserta, se tinha arrependimentos, se somos apenas meros objectos sexuais, se desejamos sempre aquilo que não temos e se somos tão materialistas ao ponto de não nos apercebermos que as melhores coisas que temos não se compram. numa busca entre aquilo que não se recupera e aquilo que já se perdeu, achei john lenon e ernesto "che" guevara. o primeiro regateei-o por três pequenas moedas e o segundo por cinco, em tão pouco dinheiro, achei uma vila enorme de prazeres carnais, momentos que nunca ninguém poderia imaginar, dois ícones que muitos poucos conhecem e dissabores que muitos preferem não saber. numa busca por fotografias perfeitas de john não encontrei a primeira que envolve-se a sua primeira mulher, cynthia lenon, a sua vida descrita por palavras cintilantes e profundamente corajosas, dizem-nos que ela jamais foi portadora da liberdade de se aproximar do ícone gigante que lenon se tornou, então deparei-me com a triste realidade de que apenas yoko ono teve essa oportunidade, de brilhar debaixo da asa de fama. quanto a el che, é vergonhoso saber que fora utilizado para uma revolução industrializada fazendo dele ícone de moda e de vestimentas "super cool".
aquilo que muito poucos sabem, é que estes dois homens viveram vidas humanas, que eram possuidores sentimentos e nostalgia, e que aprenderam, a muito ou pouco custo, a dar valor àquilo que o dinheiro não compra. aquilo que deveriam seguir, não era o estampamento da cara numa t-shirt mal desenhada ou pagar para os terem nas cuecas, mas sim, darem valor àquilo que eles fizeram e à revolução que os tornou grandes e gigantes.

sábado, 5 de junho de 2010

quando descobrires, é tarde demais...

não somos seres perfeitos, somos sim, caricaturas da sociedade que nos expulsa pelos cabelos e que nos goza mesmo na cara. não existem caras-metades, amores-perfeitos, corações-felizes, beijos-de-mel, seres-humanos-genuínos e muito menos lugares-exóticos. estamos destinados à nossa própria sobrevivência, ao nosso habitat natural e às nossas dificuldades diárias. a vida é um lugar que não nos pertence compreender.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

please. run away, i'm awful.

aqui, sentada, a olhar o nada, existe um vazio que me puxa para fora, que expulsa deslocações forçadas e que me arremessa para sítios que não conheço. são seres gigantes que me atacam a alma, que me pedem alojamento e que se riem daquilo que eu não consigo dizer. estou sozinha nesta luta contra mim. a minha cabeça gira enquanto o meu corpo se mantém intacto com os pés colados ao chão. não me sinto eu, sinto-me a abandonar o corpo que sempre suportei e a entrar numa barreira que não quero quebrar. quero fechar os olhos, andar para longe, espantar os maus pensamentos e dar um tiro naquilo que me atormenta. enquanto me estendo num chão que não conheço, frio, com cheiro a sangue seco e que me dá a sensação de ser uma caverna, ouço sons malignos que torturam o ser genuíno de quem passe por aqui... sinto-me sozinha, mas será que algum dia estive realmente protegida pela companhia de outrem?
continuo neste rodopio de pensamentos delinquentes e desenterro emoções guardadas na caixa de pandora, são deliciosamente maléficas ao coração de quem as ouve, são iradas e de repente, vindo sei-lá-de-onde, vindo sei-lá-como, o cheiro de um perfume conhecido leva-me daqui para fora. e quem sou eu agora? um ser sem coração, frio, gélido e que repugna sentimentos. descubro-me bipolar num sonho, bipolar longe daqui, bipolar dentro de mim. sou louca por natureza, livre de espírito e estou surpresa por ter retirado de dentro de mim o melhor que existia.
quem sou eu agora?

domingo, 30 de maio de 2010

be pure.

enquanto Portugal se vai distribuindo pelos quatro cantos do mundo os nossos corações vão sendo ingénuos como sempre foram. não sabemos lidar com a diferença, não imaginamos o que seja ter cor diferente, ter culturas sãs e abertas a novos descobrimentos e vivemos na ignorância de que nós sim, somos perfeitos em tudo aquilo que fazemos. enquanto a intolerância se vive nas ruas de quem sofre atentados, de quem vê a familia desmoronar, de quem vê a perda de uma casa com bens essenciais, nós, discutimos o que é ser realmente racista ou não. por um minuto pára. vive. respira. sente. sê diferente. mostra-te igual. racionaliza. sê paciente. mostra-te prestável. e nunca, mas nunca, discrimines. o mundo é cruel e quem sabe se um dia, não somos nós, povo branco, a precisar daqueles de quem tanto desprezamos. sê diferente com orgulho, vive puro. 

sexta-feira, 28 de maio de 2010

por favor, vive!

O TEMPO (Mário Quintana)
“ A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira;
Quando se vê, já é Natal ...
Quando se vê, já terminou o ano ...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida
Quando se vê, passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado ...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais:
Não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá, será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará”.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

TAXI!

o dia diz que é véspera de teste, que deveria estar colada a papéis e cadernos de linhas pautadas, mas ao invés disso... bate-me a saudade no peito. o amor é traiçoeiro e é muito mais do que separar barreiras ou quebrar o tempo. é sentir o amor a sair do peito com a dor incontrolável de saber que ainda não chegou o dia, a hora, os segundos e que os quilómetros que se seguem iram tornar-se maçadores, irritantes e penetrantes até ao cérebro. não me lembro da última vez que me dediquei a escrever-te, ultimamente ando demasiado desleixada, quero apenas quebrar aquilo que nos separa e viver-te intensamente.
será egoísmo ou amor incontrolável?
estou a começar a achar que isto de me deliciar contigo à distância não é assim tão divertido como costumava ser... e dou por mim horas e horas a fio a cansar-me com saudades de te tocar. quero sentir-te, penetrar-te os olhos, ver-te nu, cheirar-te a pele e perder horas contigo, não comigo. existe muito mais alento quando te respiro a ti, muito mais energia no ar quando andas e surpreendentemente muito mais alegria quando chegas.
já está na hora de voltares certo? estou prestes a chamar um táxi.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

do you really think I'd give up that easily?

faz exactamente quantos anos que não te escrevo? sinceramente, nem faço a mínima. deixei o tempo passar na esperança de que não fosse necessário escrever-te e mostrar-te que te sinto perto de mim, na verdade, enganei-me. não penses que não senti saudades tuas, não aches que foste um mero acaso que por mim passou e que nem sequer julgues que por um segundo te esqueci. porquê hoje? bem... fiz algo que raramente faço, tu sabes... abri o armário e procurei-te lá dentro. tenho mais roupa tua que minha e mais memórias nossas do que sozinha. retirei tudo o que existia nosso, teu e meu. procurei o espelho e vi-te do outro lado, com os mesmos trajes, as mesmas expressões e a mesma saudade de sempre. em mim, existe sempre uma parte de ti em tudo o que faço. em ti, existe sempre uma parte de mim que tento aplicar. sei que não me despedi com medo de sentir a derrota a cercar-me o peito, sei que naquela altura teria sido difícil aceitar tal perda, mas hoje, sinto-me grata por te ter conhecido tão de perto, por te ter tocado todos os dias em que tiveste presente. não, meu amor, eu não te esqueci. estou a meio caminho de ti.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

be a man!

num depoimento assustador sobre aquilo que os pedófilos pensam, agem, sentem e o que os leva a agir de tal forma, houve um deles que disse: "mudei quem ela era. mudei-lhe o espírito."
é nojenta (sem outra palavra para definir aquilo que eles fazem) a forma como os pedófilos atacam. normalmente são pessoas tão próximas de nós, que manipulam, afectam o psicológico, transtornam e violam aquilo que cada ser humano é. é desumano utilizar alguém como objecto sexual e prender-lhe a palavra, é desonesto prender alguém a um testemunho assustador e é vergonhoso sentir prazer numa violação.

terça-feira, 18 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

deixem de ser virgens

hoje, durante a pausa para o almoço e como sempre rotina habitual, na televisão ouviam-se as noticias. puro espanto, ou não, Portugal é um dos países mais homofóbicos que existe. ora bem, toda esta controvérsia que existe em volta dos homossexuais é isso mesmo: pura homofobia. e porquê, pergunto eu? porque Portugal do seu jeito retrógrado tem medo de aceitar o desconhecido ainda que não lhes atinja a eles. pois bem meus amigos, não é uma doença, é uma opção. sejam bem vindos ao século XXI!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

chapeleiro louco

um professor meu um dia disse-me: "quando nascemos, temos todas as portas do nosso futuro abertas. enquanto envelhecemos, vamos fechando portas, até termos apenas uma na qual devemos entrar. é por isso, que enquanto vivemos, devemos escolher as portas certas."
nunca entendi o que raio aquilo queria dizer, mas quando vi a Alice no País das Maravilhas do Tim, apercebi-me de que o senhor estava realmente certo e fez-se: click! na verdade, há medida que os anos avançam fazemos escolhas, sejam elas erradas ou não, e enquanto vivemos no ritmo da vida, as nossas portas vão-se fechando, as nossas oportunidades encolhem e nós não sabemos até que ponto fizemos a escolha certa.
daí um conselho do meu psicólogo: "deixar a vida andar, não é uma solução, mas fazer dela uma corrida monótona também não. daí teres que achar o teu meio-termo. todos nós o temos."

sexta-feira, 7 de maio de 2010

luz ao fundo do túnel?


ainda que seja muito pouco devota a Deus e crenças, parece que parei no tempo e quando acordei não se falava em outra coisa. numa aula de matemática, com muito pouca atenção e quase a cair para cima dos livros, olho para a frente e vejo que afinal estou rodeada de crentes. o meu colega da frente pediu-me que ouvisse uma música, calma, por sinal e que falava acerca deste Deus, grande e poderoso que nos criou a todos. em conversa com ele e explicando-lhe que era completamente agnóstica, explicou-me que também não acreditava no Santo Padre nem em Santos, a Igreja dele (como ele a denominava), era um sitio sagrado onde apenas ia quem queria. no meio da discussão sobre o que era ou não correcto acreditar surgiu outro assunto: baptismo. disse-lhe que nunca antes tinha experimentado a catequese e que se fosse hoje, preferia nunca me ter baptizado. segundo ele, e na sua religião, as pessoas são baptizadas quando se sentem preparadas, é como um ritual. mergulham no rio, enterram o seu velho eu, e renascem, tal como Jesus. a parte em que se enterra o nosso velho "eu", posso concordar, porque existe vezes que é apenas o que me apetece fazer, mas quanto à crença que surge em volta daquilo que não é real, não fiquei muito convencida. a música chamava-se: only you. destinava-se a uma rapariga com quem o autor queria casar, pela igreja e que o amor deles tinha sido escolhido por Deus e que já estava escrito.
ainda que muitas vezes me pareça que a sociedade apenas acredita naquilo que não vê, para não ter que crer naquilo que realmente é verdade, julgo que em alguns casos, a devoção é de tal forma real, que não importa que os outros não acreditem na palavra, está intrinsecamente dentro de cada um dos seres que acredita e vive-se assim: à margem dos agnósticos que apenas aceitam.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

feng shui.


1. dê às pessoas mais do que elas esperam receber e faça-o com alegria.
2. case-se com um homem/mulher com quem goste de conversar. conforme vai envelhecendo o seu sentido para conversar, enriquecer-se-à.
3. não acredite em tudo o que ouve, não gaste tudo o que tem e não durma tanto quanto queira.
4. quando disser "amo-te", diga-o com um sentimento profundo.
5. quando disser "desculpe", olhe para a pessoa nos olhos.
6. fique comprometido pelo menos seis meses antes de casar.
7. acredite no amor à primeira vista.
8. nunca goze com os sonhos dos outros. as pessoas que não possuem sonhos, pouco têm.
9. ame! (profunda e apaixonadamente). poderá até sair ferido, mas é a única forma de viver a vida de um modo pleno.
10. em desavenças, lute de maneira justa.
11. não julgue as pessoas pelas suas raízes, família ou passado.
12. fale com calma, mas pense rápido.
13. quando alguém lhe perguntar algo que não queira responder, sorria e pergunte-lhe o porquê da sua curiosidade.
14. lembre-se que grandes amores e grandes desafios, são sinónimo de grandes riscos.
15. diga "saúde!", quando ouvir alguém espirrar.
16. quando perder, aprenda uma lição.
17. lembre-se sempre da regra dos três R's:
- respeito por si mesmo
- respeito pelos outros
- responsabilidade por cada um dos seus actos.
18. não permita que uma pequena discussão, arruíne uma amizade.
19. quando perceber que cometeu um erro, aja imediatamente para que possa corrigi-lo.
20. sorria sempre que atender uma chamada, a pessoa que está do outro lado, vai senti-lo na sua voz.
21. passe algum tempo sozinho.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

breath please.


o mundo é um momento e ninguém escolhe no qual deve viver.
"Some people feel like they don't deserve love. They walk away quietly into empty spaces, trying to close the gaps of the past." - Cristopher McCandless.

terça-feira, 4 de maio de 2010


a voz do coração, é a melhor que se pode ouvir. e hoje, não existe nenhum outro lugar no qual queira estar.

domingo, 2 de maio de 2010


Aprendi a escutar-te. Não que nunca tenha escutado ninguém, mas nunca escutei ninguém com o som do teu coração.
O tempo mostrou-me que as boas recordações vêm em pacotes pequenos e em embalagens que se desembrulham com o vento. O tempo, o meu principal inimigo, mostrou-me que o nosso coração pode receber boas quantidades de amor que vêm com as pessoas mais surpreendentes.
Enquanto me escondia num casulo protegido pelos meus próprios medos, tu ensinavas-me a viver sem medo dentro de ti, enquanto eu desabrochava, tu mostravas-me aquilo que querias que eu sentisse, e então foi fácil. Fácil amar-te.
Amarte é saber de cor as cores do arco-íris, amarte é saber de cor de que lado o sol se põe, amarte e saber que tenho o coração protegido pelas horas que nos separam.
Obrigada pelo amor retribuído e por me teres removido os medos da alma.

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sem meio termo definido e de asas abertas.