domingo, 30 de maio de 2010

be pure.

enquanto Portugal se vai distribuindo pelos quatro cantos do mundo os nossos corações vão sendo ingénuos como sempre foram. não sabemos lidar com a diferença, não imaginamos o que seja ter cor diferente, ter culturas sãs e abertas a novos descobrimentos e vivemos na ignorância de que nós sim, somos perfeitos em tudo aquilo que fazemos. enquanto a intolerância se vive nas ruas de quem sofre atentados, de quem vê a familia desmoronar, de quem vê a perda de uma casa com bens essenciais, nós, discutimos o que é ser realmente racista ou não. por um minuto pára. vive. respira. sente. sê diferente. mostra-te igual. racionaliza. sê paciente. mostra-te prestável. e nunca, mas nunca, discrimines. o mundo é cruel e quem sabe se um dia, não somos nós, povo branco, a precisar daqueles de quem tanto desprezamos. sê diferente com orgulho, vive puro. 

sexta-feira, 28 de maio de 2010

por favor, vive!

O TEMPO (Mário Quintana)
“ A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira;
Quando se vê, já é Natal ...
Quando se vê, já terminou o ano ...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida
Quando se vê, passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado ...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais:
Não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá, será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará”.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

TAXI!

o dia diz que é véspera de teste, que deveria estar colada a papéis e cadernos de linhas pautadas, mas ao invés disso... bate-me a saudade no peito. o amor é traiçoeiro e é muito mais do que separar barreiras ou quebrar o tempo. é sentir o amor a sair do peito com a dor incontrolável de saber que ainda não chegou o dia, a hora, os segundos e que os quilómetros que se seguem iram tornar-se maçadores, irritantes e penetrantes até ao cérebro. não me lembro da última vez que me dediquei a escrever-te, ultimamente ando demasiado desleixada, quero apenas quebrar aquilo que nos separa e viver-te intensamente.
será egoísmo ou amor incontrolável?
estou a começar a achar que isto de me deliciar contigo à distância não é assim tão divertido como costumava ser... e dou por mim horas e horas a fio a cansar-me com saudades de te tocar. quero sentir-te, penetrar-te os olhos, ver-te nu, cheirar-te a pele e perder horas contigo, não comigo. existe muito mais alento quando te respiro a ti, muito mais energia no ar quando andas e surpreendentemente muito mais alegria quando chegas.
já está na hora de voltares certo? estou prestes a chamar um táxi.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

do you really think I'd give up that easily?

faz exactamente quantos anos que não te escrevo? sinceramente, nem faço a mínima. deixei o tempo passar na esperança de que não fosse necessário escrever-te e mostrar-te que te sinto perto de mim, na verdade, enganei-me. não penses que não senti saudades tuas, não aches que foste um mero acaso que por mim passou e que nem sequer julgues que por um segundo te esqueci. porquê hoje? bem... fiz algo que raramente faço, tu sabes... abri o armário e procurei-te lá dentro. tenho mais roupa tua que minha e mais memórias nossas do que sozinha. retirei tudo o que existia nosso, teu e meu. procurei o espelho e vi-te do outro lado, com os mesmos trajes, as mesmas expressões e a mesma saudade de sempre. em mim, existe sempre uma parte de ti em tudo o que faço. em ti, existe sempre uma parte de mim que tento aplicar. sei que não me despedi com medo de sentir a derrota a cercar-me o peito, sei que naquela altura teria sido difícil aceitar tal perda, mas hoje, sinto-me grata por te ter conhecido tão de perto, por te ter tocado todos os dias em que tiveste presente. não, meu amor, eu não te esqueci. estou a meio caminho de ti.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

be a man!

num depoimento assustador sobre aquilo que os pedófilos pensam, agem, sentem e o que os leva a agir de tal forma, houve um deles que disse: "mudei quem ela era. mudei-lhe o espírito."
é nojenta (sem outra palavra para definir aquilo que eles fazem) a forma como os pedófilos atacam. normalmente são pessoas tão próximas de nós, que manipulam, afectam o psicológico, transtornam e violam aquilo que cada ser humano é. é desumano utilizar alguém como objecto sexual e prender-lhe a palavra, é desonesto prender alguém a um testemunho assustador e é vergonhoso sentir prazer numa violação.

terça-feira, 18 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

deixem de ser virgens

hoje, durante a pausa para o almoço e como sempre rotina habitual, na televisão ouviam-se as noticias. puro espanto, ou não, Portugal é um dos países mais homofóbicos que existe. ora bem, toda esta controvérsia que existe em volta dos homossexuais é isso mesmo: pura homofobia. e porquê, pergunto eu? porque Portugal do seu jeito retrógrado tem medo de aceitar o desconhecido ainda que não lhes atinja a eles. pois bem meus amigos, não é uma doença, é uma opção. sejam bem vindos ao século XXI!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

chapeleiro louco

um professor meu um dia disse-me: "quando nascemos, temos todas as portas do nosso futuro abertas. enquanto envelhecemos, vamos fechando portas, até termos apenas uma na qual devemos entrar. é por isso, que enquanto vivemos, devemos escolher as portas certas."
nunca entendi o que raio aquilo queria dizer, mas quando vi a Alice no País das Maravilhas do Tim, apercebi-me de que o senhor estava realmente certo e fez-se: click! na verdade, há medida que os anos avançam fazemos escolhas, sejam elas erradas ou não, e enquanto vivemos no ritmo da vida, as nossas portas vão-se fechando, as nossas oportunidades encolhem e nós não sabemos até que ponto fizemos a escolha certa.
daí um conselho do meu psicólogo: "deixar a vida andar, não é uma solução, mas fazer dela uma corrida monótona também não. daí teres que achar o teu meio-termo. todos nós o temos."

sexta-feira, 7 de maio de 2010

luz ao fundo do túnel?


ainda que seja muito pouco devota a Deus e crenças, parece que parei no tempo e quando acordei não se falava em outra coisa. numa aula de matemática, com muito pouca atenção e quase a cair para cima dos livros, olho para a frente e vejo que afinal estou rodeada de crentes. o meu colega da frente pediu-me que ouvisse uma música, calma, por sinal e que falava acerca deste Deus, grande e poderoso que nos criou a todos. em conversa com ele e explicando-lhe que era completamente agnóstica, explicou-me que também não acreditava no Santo Padre nem em Santos, a Igreja dele (como ele a denominava), era um sitio sagrado onde apenas ia quem queria. no meio da discussão sobre o que era ou não correcto acreditar surgiu outro assunto: baptismo. disse-lhe que nunca antes tinha experimentado a catequese e que se fosse hoje, preferia nunca me ter baptizado. segundo ele, e na sua religião, as pessoas são baptizadas quando se sentem preparadas, é como um ritual. mergulham no rio, enterram o seu velho eu, e renascem, tal como Jesus. a parte em que se enterra o nosso velho "eu", posso concordar, porque existe vezes que é apenas o que me apetece fazer, mas quanto à crença que surge em volta daquilo que não é real, não fiquei muito convencida. a música chamava-se: only you. destinava-se a uma rapariga com quem o autor queria casar, pela igreja e que o amor deles tinha sido escolhido por Deus e que já estava escrito.
ainda que muitas vezes me pareça que a sociedade apenas acredita naquilo que não vê, para não ter que crer naquilo que realmente é verdade, julgo que em alguns casos, a devoção é de tal forma real, que não importa que os outros não acreditem na palavra, está intrinsecamente dentro de cada um dos seres que acredita e vive-se assim: à margem dos agnósticos que apenas aceitam.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

feng shui.


1. dê às pessoas mais do que elas esperam receber e faça-o com alegria.
2. case-se com um homem/mulher com quem goste de conversar. conforme vai envelhecendo o seu sentido para conversar, enriquecer-se-à.
3. não acredite em tudo o que ouve, não gaste tudo o que tem e não durma tanto quanto queira.
4. quando disser "amo-te", diga-o com um sentimento profundo.
5. quando disser "desculpe", olhe para a pessoa nos olhos.
6. fique comprometido pelo menos seis meses antes de casar.
7. acredite no amor à primeira vista.
8. nunca goze com os sonhos dos outros. as pessoas que não possuem sonhos, pouco têm.
9. ame! (profunda e apaixonadamente). poderá até sair ferido, mas é a única forma de viver a vida de um modo pleno.
10. em desavenças, lute de maneira justa.
11. não julgue as pessoas pelas suas raízes, família ou passado.
12. fale com calma, mas pense rápido.
13. quando alguém lhe perguntar algo que não queira responder, sorria e pergunte-lhe o porquê da sua curiosidade.
14. lembre-se que grandes amores e grandes desafios, são sinónimo de grandes riscos.
15. diga "saúde!", quando ouvir alguém espirrar.
16. quando perder, aprenda uma lição.
17. lembre-se sempre da regra dos três R's:
- respeito por si mesmo
- respeito pelos outros
- responsabilidade por cada um dos seus actos.
18. não permita que uma pequena discussão, arruíne uma amizade.
19. quando perceber que cometeu um erro, aja imediatamente para que possa corrigi-lo.
20. sorria sempre que atender uma chamada, a pessoa que está do outro lado, vai senti-lo na sua voz.
21. passe algum tempo sozinho.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

breath please.


o mundo é um momento e ninguém escolhe no qual deve viver.
"Some people feel like they don't deserve love. They walk away quietly into empty spaces, trying to close the gaps of the past." - Cristopher McCandless.

terça-feira, 4 de maio de 2010


a voz do coração, é a melhor que se pode ouvir. e hoje, não existe nenhum outro lugar no qual queira estar.

domingo, 2 de maio de 2010


Aprendi a escutar-te. Não que nunca tenha escutado ninguém, mas nunca escutei ninguém com o som do teu coração.
O tempo mostrou-me que as boas recordações vêm em pacotes pequenos e em embalagens que se desembrulham com o vento. O tempo, o meu principal inimigo, mostrou-me que o nosso coração pode receber boas quantidades de amor que vêm com as pessoas mais surpreendentes.
Enquanto me escondia num casulo protegido pelos meus próprios medos, tu ensinavas-me a viver sem medo dentro de ti, enquanto eu desabrochava, tu mostravas-me aquilo que querias que eu sentisse, e então foi fácil. Fácil amar-te.
Amarte é saber de cor as cores do arco-íris, amarte é saber de cor de que lado o sol se põe, amarte e saber que tenho o coração protegido pelas horas que nos separam.
Obrigada pelo amor retribuído e por me teres removido os medos da alma.

apontamentos

rascunhos e recortes

A minha foto
sem meio termo definido e de asas abertas.