deitei-me a imaginar-me numa ilha deserta, se tinha arrependimentos, se somos apenas meros objectos sexuais, se desejamos sempre aquilo que não temos e se somos tão materialistas ao ponto de não nos apercebermos que as melhores coisas que temos não se compram. numa busca entre aquilo que não se recupera e aquilo que já se perdeu, achei john lenon e ernesto "che" guevara. o primeiro regateei-o por três pequenas moedas e o segundo por cinco, em tão pouco dinheiro, achei uma vila enorme de prazeres carnais, momentos que nunca ninguém poderia imaginar, dois ícones que muitos poucos conhecem e dissabores que muitos preferem não saber. numa busca por fotografias perfeitas de john não encontrei a primeira que envolve-se a sua primeira mulher, cynthia lenon, a sua vida descrita por palavras cintilantes e profundamente corajosas, dizem-nos que ela jamais foi portadora da liberdade de se aproximar do ícone gigante que lenon se tornou, então deparei-me com a triste realidade de que apenas yoko ono teve essa oportunidade, de brilhar debaixo da asa de fama. quanto a el che, é vergonhoso saber que fora utilizado para uma revolução industrializada fazendo dele ícone de moda e de vestimentas "super cool".
aquilo que muito poucos sabem, é que estes dois homens viveram vidas humanas, que eram possuidores sentimentos e nostalgia, e que aprenderam, a muito ou pouco custo, a dar valor àquilo que o dinheiro não compra. aquilo que deveriam seguir, não era o estampamento da cara numa t-shirt mal desenhada ou pagar para os terem nas cuecas, mas sim, darem valor àquilo que eles fizeram e à revolução que os tornou grandes e gigantes.
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