existem desesperos que vêm por bem. outros nem tanto. esquece os próximos passos a dar. estás em direcção ao abismo. precisas acordar. abrir os olhos. libertar a garganta. GRITA. próximo passo: ? com dúvida. sem dúvidas. confuso. difuso. mal escrito. mal formado. indeciso. ABISMO. histerismo. próximo passo... dizer ADEUS aos que não fazem falta.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
like a flower [without sun]
a insensibilidade é um facto. dói, magoa, arrasta sentimentos e fere o corpo. aquela sensação invisível de ardor constante que irrita não a pele mas o coração, traz a arrogância de uma sensação perdida. quantas vezes não me arranhei com medo de sentir a alma a latejar, quantas noites não abri os olhos com medo que a realidade fosse um sonho e o sonho fosse a realidade, quantas vezes não desejei eu despertar da vida real e embarcar no sonho que vive dentro do sonho e esquecer-me das palavras arrogantes que me atiraram à cara, quantas vezes não me interroguei sobre o passado que vive presente no meu presente e quantas linhas de amores-imperfeitos não escrevi com medo de nunca mais voltar a sentir-me viva... estou a desesperar com tanta sinceridade, com tão pouca amabilidade e com um amor que pensei nunca poder existir. se te quero amar? sim, muito. se preciso disso? não, nem pensar. se quero fazê-lo? mais que nunca. não me abandones ao vento, nem deixes as gotas de água passarem por mim, vão lavar-me o rosto, tratar-me as feridas e aí, já não precisarei mais de ti. amo-te, mas não te quero.
domingo, 14 de novembro de 2010
happiness is fucked up
hoje devia começar por ser feliz. pura felicidade trazida em copos de vidro, fumos ardentes e de chocolates derretidos. juntar a inocência da gula e tratar do corpo como se fosse o último dia que estivesse presente na terra. ser irracionalmente imoral e não querer saber do que vem a seguir. acreditar que a vida são dois dias, que o espaço é um tempo infinito e que ainda existem fantasmas debaixo da cama. apoderar-me do meu cérebro, torce-lo e espremer as más memórias. ter noção do perigo e mesmo assim pisar no risco. hoje devia mesmo ser feliz. atacar o silêncio quando fala, matar as saudades da infância e correr na rua descalça. apanhar chuva no cabelo e receber um arco-íris de cores incontroláveis. hoje devia gritar ao mundo que sou feliz. reunir todos os costumes que não tenho, acender velas, incenso e fumar um cigarro. devia beber champanhe, resumir histórias de amor, ler um bom livro e não ter medo de pisar vidro. hoje, apenas hoje, deveria conseguir ser feliz.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
peace.
it does not mean to be in a place where there is no noise. trouble or hard work. it means to be in the midst of those things and still be calm in your heart.
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