
ainda que seja muito pouco devota a Deus e crenças, parece que parei no tempo e quando acordei não se falava em outra coisa. numa aula de matemática, com muito pouca atenção e quase a cair para cima dos livros, olho para a frente e vejo que afinal estou rodeada de crentes. o meu colega da frente pediu-me que ouvisse uma música, calma, por sinal e que falava acerca deste Deus, grande e poderoso que nos criou a todos. em conversa com ele e explicando-lhe que era completamente agnóstica, explicou-me que também não acreditava no Santo Padre nem em Santos, a Igreja dele (como ele a denominava), era um sitio sagrado onde apenas ia quem queria. no meio da discussão sobre o que era ou não correcto acreditar surgiu outro assunto: baptismo. disse-lhe que nunca antes tinha experimentado a catequese e que se fosse hoje, preferia nunca me ter baptizado. segundo ele, e na sua religião, as pessoas são baptizadas quando se sentem preparadas, é como um ritual. mergulham no rio, enterram o seu velho eu, e renascem, tal como Jesus. a parte em que se enterra o nosso velho "eu", posso concordar, porque existe vezes que é apenas o que me apetece fazer, mas quanto à crença que surge em volta daquilo que não é real, não fiquei muito convencida. a música chamava-se: only you. destinava-se a uma rapariga com quem o autor queria casar, pela igreja e que o amor deles tinha sido escolhido por Deus e que já estava escrito.
ainda que muitas vezes me pareça que a sociedade apenas acredita naquilo que não vê, para não ter que crer naquilo que realmente é verdade, julgo que em alguns casos, a devoção é de tal forma real, que não importa que os outros não acreditem na palavra, está intrinsecamente dentro de cada um dos seres que acredita e vive-se assim: à margem dos agnósticos que apenas aceitam.
uau, estou sem palavras, tu DAS_LHE MUIIITO!! :D
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