sábado, 18 de setembro de 2010

I'm drowning

a partir de que idade começamos a guardar pensamentos só para nós? lembro-me quando espontaneamente soltava tudo o que pensava, a quem quer que fosse, onde quer que fosse, como fosse. hoje, já não é bem assim. as consequências que as minhas palavras poderão ter, fazem-me pensar no choque de relações que daí poderá advir. estrategicamente, nós humanos, formamos capas protectoras capazes de esconder defeitos, amarguras, grandes pensamentos e milhares de imaginações. porquê? por favor, que alguém me explique.
navegamos, flutuamos, amamos, brindamos, sorrimos, caímos, levantamos, falamos, espalhamos, mas jamais dizemos aquilo que guardamos mais no fundo de nós. onde está a credibilidade das palavras com as quais não se pode brincar? não é justo que no fundo todos tenhamos um pensamento retrógrado acerca de alguém, mas é assim que a nossa mente vive. ao longo dos anos apercebemo-nos de que as nossas frases são mais politicamente correctas, do que almamente bem dispostas...
tenho um quadro a rebentar de boas frases e nenhuma delas pode ser usada.

1 comentário:

  1. deixamos de o fazer porque temos medo de nos magoar, de não sermos correspondidos ou até de magoarmos quem gostamos. além disso, o medo de não nos compreenderem também não ajuda. mas se quiseres um conselho, que te pode ajudar a responder ao teu "porquê", não te preocupes muito com as palavras que tens para dizer, elas não precisam ser ditas, porque muitas vezes podem ficar sem efeito.. se queres "falar ao mundo".. age, demonstra aquilo que pensas, mas por acções ;)

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sem meio termo definido e de asas abertas.