sábado, 26 de junho de 2010

onde começa afinal a racionalidade de um ser humano? onde se inicia o raciocínio de um assunto e onde termina o outro? estamos dentro de um casulo de bichos-da-seda que se movem e se metaforizam para mais tarde ganharem o protagonismo da borboleta. não entendo.
se a vida é efémera e os sentimentos também, para quê apressar esse mecanismo afastando as pessoas das quais gostamos? pergunto-me se seremos assim tão egoístas e egocêntricos ao ponto de preferirmos discutir a baixar as armas e pedir desculpa.
é por isso que hoje estou oficialmente humilde. não quero mais discutir ou zangar-me contigo, preciso do teu abraço e do teu conforto para que me sinta em casa e me sinta aconchegada dentro de um ninho. não estou disposta a mais palavras feitas pelo povo, nem a trocadilhos que magoam, preciso de ti, apenas isso. e enquanto o tempo passa e tu vais ficando irritado, eu estou seriamente preocupada com o teu coração. não te queria ferir, ou espetar algo que não pertence ao teu corpo, queria apenas fazer-me entender.
estou em permanente inquietação, quero agarrar-te e fazer-te sorrir, quero abraçar-te e encher-te de mimos, ser oficialmente efémera e com medo da vida.

domingo, 20 de junho de 2010

com ou sem...

como se explica que nos sentimos fora do contexto social e que precisamos estar sozinhos sem magoar quem quer que seja?
sinto o corpo a expelir a sujidade para fora, sinto os poros a respirar de alivio sempre que entro dentro de mim, e evaporo-me como água sempre que os meus pés tocam o chão e sentem a música a infiltrar-se nos ouvidos. quero aquele momento de êxtase em que a flor da idade rebenta e achamos que somos donos do mundo. quero deixar a melancolia, a agonia e a tristeza e superar-me de desafios e metas estabelecidas. mas... como explicamos a alguém que precisamos de estar sozinhos? sinto-me como se existisse um ponto de viragem que não consigo alcançar e que me chama sempre que passo a linha. estou destinada a...

cry baby.

há dias que me sinto assim: despida, desprotegida do mundo, sem capa protectora e sem atmosfera carregada de oxigénio. é como se toda a população me conseguisse fazer claustrofóbica e eu perde-se o norte da bússola. a minha garganta forma um nó que não me deixa respirar, engolir, falar ou gritar, a minha garganta atraiçoa-me na hora em que preciso de pedir ajuda e os meus olhos soltam-se em lágrimas que se dissipam pelo rosto.
"já não há tempo para ser pessimista".

sexta-feira, 18 de junho de 2010

like a woman,

tenho saudades da vida, dos dias quentes, das paixão ardentes, dos dias excitantes e das manhãs intensas cheias de torradas e sumo de laranja. tenho a dilaceração no peito devido à nostalgia adquirida pelas emoções vividas, mas que não se repetem. hoje sinto-me: realmente com saudades de mim.

terça-feira, 15 de junho de 2010

HELP!!

que raio se passa? merda! isto nunca foi assim. vivi sempre com a paixão sobre mim mesma, com o egocentrismo agarrado a mim e o nervosismo de lado. segura do meu corpo, bem com a minha alma e despreocupada com os sentimentos alheios. que merda de coração é o teu que me agarrou a alma e me colocou o membro vital na boca com medo de te perder de vista? que bicho és tu que me matas de saudades e me deixas à deriva sempre que viras costas e segues a tua vida? que prazer retiras tu das despedidas dilacerantes que me rasgam a pele e me aniquilam por dentro? afinal que monstro se digna a dizer amo-te e a desperdiçar a vida em circunstâncias alheias?
não estou a ser coerente, pois não? a solidão deu cabo de mim e agora sou mais um ser humano destinado à auto-destruição. estou carente, frágil, apaixonada, a amar e a precisar de estar em contacto permanente com o ser que me roubou a vida mal preenchida. contudo, e de certo modo, o meu subconsciente continua a avisar-me para ter cuidado e manter uma barreira de segurança que apenas eu devo atravessar. que raio de sensação instável e deliciosa será esta?
estou a amar. certamente...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

tal como lenon e guevara.

deitei-me a imaginar-me numa ilha deserta, se tinha arrependimentos, se somos apenas meros objectos sexuais, se desejamos sempre aquilo que não temos e se somos tão materialistas ao ponto de não nos apercebermos que as melhores coisas que temos não se compram. numa busca entre aquilo que não se recupera e aquilo que já se perdeu, achei john lenon e ernesto "che" guevara. o primeiro regateei-o por três pequenas moedas e o segundo por cinco, em tão pouco dinheiro, achei uma vila enorme de prazeres carnais, momentos que nunca ninguém poderia imaginar, dois ícones que muitos poucos conhecem e dissabores que muitos preferem não saber. numa busca por fotografias perfeitas de john não encontrei a primeira que envolve-se a sua primeira mulher, cynthia lenon, a sua vida descrita por palavras cintilantes e profundamente corajosas, dizem-nos que ela jamais foi portadora da liberdade de se aproximar do ícone gigante que lenon se tornou, então deparei-me com a triste realidade de que apenas yoko ono teve essa oportunidade, de brilhar debaixo da asa de fama. quanto a el che, é vergonhoso saber que fora utilizado para uma revolução industrializada fazendo dele ícone de moda e de vestimentas "super cool".
aquilo que muito poucos sabem, é que estes dois homens viveram vidas humanas, que eram possuidores sentimentos e nostalgia, e que aprenderam, a muito ou pouco custo, a dar valor àquilo que o dinheiro não compra. aquilo que deveriam seguir, não era o estampamento da cara numa t-shirt mal desenhada ou pagar para os terem nas cuecas, mas sim, darem valor àquilo que eles fizeram e à revolução que os tornou grandes e gigantes.

sábado, 5 de junho de 2010

quando descobrires, é tarde demais...

não somos seres perfeitos, somos sim, caricaturas da sociedade que nos expulsa pelos cabelos e que nos goza mesmo na cara. não existem caras-metades, amores-perfeitos, corações-felizes, beijos-de-mel, seres-humanos-genuínos e muito menos lugares-exóticos. estamos destinados à nossa própria sobrevivência, ao nosso habitat natural e às nossas dificuldades diárias. a vida é um lugar que não nos pertence compreender.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

please. run away, i'm awful.

aqui, sentada, a olhar o nada, existe um vazio que me puxa para fora, que expulsa deslocações forçadas e que me arremessa para sítios que não conheço. são seres gigantes que me atacam a alma, que me pedem alojamento e que se riem daquilo que eu não consigo dizer. estou sozinha nesta luta contra mim. a minha cabeça gira enquanto o meu corpo se mantém intacto com os pés colados ao chão. não me sinto eu, sinto-me a abandonar o corpo que sempre suportei e a entrar numa barreira que não quero quebrar. quero fechar os olhos, andar para longe, espantar os maus pensamentos e dar um tiro naquilo que me atormenta. enquanto me estendo num chão que não conheço, frio, com cheiro a sangue seco e que me dá a sensação de ser uma caverna, ouço sons malignos que torturam o ser genuíno de quem passe por aqui... sinto-me sozinha, mas será que algum dia estive realmente protegida pela companhia de outrem?
continuo neste rodopio de pensamentos delinquentes e desenterro emoções guardadas na caixa de pandora, são deliciosamente maléficas ao coração de quem as ouve, são iradas e de repente, vindo sei-lá-de-onde, vindo sei-lá-como, o cheiro de um perfume conhecido leva-me daqui para fora. e quem sou eu agora? um ser sem coração, frio, gélido e que repugna sentimentos. descubro-me bipolar num sonho, bipolar longe daqui, bipolar dentro de mim. sou louca por natureza, livre de espírito e estou surpresa por ter retirado de dentro de mim o melhor que existia.
quem sou eu agora?

apontamentos

rascunhos e recortes

A minha foto
sem meio termo definido e de asas abertas.