domingo, 2 de maio de 2010


Aprendi a escutar-te. Não que nunca tenha escutado ninguém, mas nunca escutei ninguém com o som do teu coração.
O tempo mostrou-me que as boas recordações vêm em pacotes pequenos e em embalagens que se desembrulham com o vento. O tempo, o meu principal inimigo, mostrou-me que o nosso coração pode receber boas quantidades de amor que vêm com as pessoas mais surpreendentes.
Enquanto me escondia num casulo protegido pelos meus próprios medos, tu ensinavas-me a viver sem medo dentro de ti, enquanto eu desabrochava, tu mostravas-me aquilo que querias que eu sentisse, e então foi fácil. Fácil amar-te.
Amarte é saber de cor as cores do arco-íris, amarte é saber de cor de que lado o sol se põe, amarte e saber que tenho o coração protegido pelas horas que nos separam.
Obrigada pelo amor retribuído e por me teres removido os medos da alma.

apontamentos

rascunhos e recortes

A minha foto
sem meio termo definido e de asas abertas.