quinta-feira, 30 de setembro de 2010
the times are changing
queria escrever algo, mas nada me ocorre. a minha alma (agora falam tanto nisso) está vazia, não passa de um corredor de gavetas que nada possuem e de portas sem chave. "o meu cabelo é como a minha cabeça. não é uniforme" - que pensamento parvo margarida! a idiotice aborrece-me. tal como os soutiens. não consigo gostar de pepsi. irritam-me as pessoas sem espírito. odeio filas de espera. e principalmente escrever sobre o que escrevo. o comboio está parado, e não digo isto como uma metáfora, está realmente parado. cheio de pessoas que não falam português, de estrangeiros que vão até lisboa e de malas D&G. outros mundos! por falar em outros mundos, já repararam que todo a gente tem facebook!? quem não tem provavelmente será designado analfabeto. os tempos estão a mudar e as pessoas gostam de mudar com os tempos. ultimamente tenho reparado no quão estranhos são os humanos. esta é uma outra espécie que me aborrece. e o que começou por ser uma cabeça cheia de nada, acabou cheia de um texto cheio de merda. ai margarida, margarida!
sábado, 18 de setembro de 2010
I'm drowning
a partir de que idade começamos a guardar pensamentos só para nós? lembro-me quando espontaneamente soltava tudo o que pensava, a quem quer que fosse, onde quer que fosse, como fosse. hoje, já não é bem assim. as consequências que as minhas palavras poderão ter, fazem-me pensar no choque de relações que daí poderá advir. estrategicamente, nós humanos, formamos capas protectoras capazes de esconder defeitos, amarguras, grandes pensamentos e milhares de imaginações. porquê? por favor, que alguém me explique.
navegamos, flutuamos, amamos, brindamos, sorrimos, caímos, levantamos, falamos, espalhamos, mas jamais dizemos aquilo que guardamos mais no fundo de nós. onde está a credibilidade das palavras com as quais não se pode brincar? não é justo que no fundo todos tenhamos um pensamento retrógrado acerca de alguém, mas é assim que a nossa mente vive. ao longo dos anos apercebemo-nos de que as nossas frases são mais politicamente correctas, do que almamente bem dispostas...
tenho um quadro a rebentar de boas frases e nenhuma delas pode ser usada.
navegamos, flutuamos, amamos, brindamos, sorrimos, caímos, levantamos, falamos, espalhamos, mas jamais dizemos aquilo que guardamos mais no fundo de nós. onde está a credibilidade das palavras com as quais não se pode brincar? não é justo que no fundo todos tenhamos um pensamento retrógrado acerca de alguém, mas é assim que a nossa mente vive. ao longo dos anos apercebemo-nos de que as nossas frases são mais politicamente correctas, do que almamente bem dispostas...
tenho um quadro a rebentar de boas frases e nenhuma delas pode ser usada.
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