acordei por volta das cinco, das seis, das sete e assim sucessivamente até ter coragem para sair da cama. sonhei que era anjo, demónio, céu, terra, amor, ódio e assim sucessivamente até entender que afinal sou apenas eu. dei por mim virada para a esquerda, para a direita, para cima, para baixo e assim sucessivamente até perceber que afinal o que estava mal não era a posição, era a almofada. em tantas horas de insónias, de pensamentos mal formados e com sentidos invisíveis consegui aperceber-me de que afinal o que interessa não são as horas que dormimos, com quem dormimos ou o que fazemos para adormecermos, mas aquilo que nos passa pela cabeça enquanto estamos deitados. insónia é só um termo para: "fodasse! hoje tenho o cérebro a mil à hora, a minha cabeça não pára de latejar e por acréscimo os sentimentos são demasiados para me deixar descansar." e por isso hoje acordei por volta das cinco, das seis, das sete, das oito, das nove, das dez até ter a coragem suficiente para parar o cérebro e entrar num mundo de "deixa andar". sucessivamente parei os passos que me distanciam do sofá para não ter a possível tentação de me sentar e voltar a enterrar-me naquilo que com tanto sacrifico me livrei. foi por isso que hoje quando decidi sair da cama me dirigi à casa de banho. com sentido, sem sentido, mal formado, bem designado, seja como for, a sanita não é lugar agradável e levou-me os pensamentos com o autoclismo. com sentido, sem sentido, mal formado, bem designado, seja como for, é nisto que hoje estou a pensar.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Subscrever:
Comentários (Atom)
